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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desastres das chuvas. Afinal de quem é a culpa?

Artigo de Marilene Alves da Silva (Relações Públicas e Assessora Parlamentar)


Os homens, paralelamente ao seu processo evolutivo individual, se organizavam e definiam o modo de interagir com a natureza e entre si, aumentando assim, seu poder de dominação sobre ela. A natureza começou a ocupar uma posição de subserviência em relação a humanidade, e passou a ser explorada. Era considerada como algo separado e inferior ao homem.

A maneira de interação do homem na natureza reflete, portanto, o grau de evolução e a aplicação do conhecimento, e o grau de desenvolvimento tecnológico. O poder de uma sociedade, para explorar os recursos naturais, depende do estado de seu desenvolvimento tecnológico. Assim, o desenvolvimento de um ecossistema natural se caracteriza por apresentar diversos estágios de evolução, como a relação entre o ser humano e a natureza, passa por diversos estágios.

Portanto, a busca por um futuro equilibrado e seguro para as próximas gerações, através de um relacionamento harmonioso do ser humano com a natureza, torna-se responsabilidade de todos.
A necessidade e a cobrança social pela regulamentação, proteção e preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, já em meados do século XX, contribui para que a legislação ambiental no Brasil progredisse consideravelmente. 

O art. 225, da Constituição Federal de 1988, por exemplo, diz que o Meio Ambiente é um “bem de uso comum do povo” e, portanto, assegura que todos têm “o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”.

Vê-se, então, que o Brasil é um país provido de leis, já que o Direito Ambiental abrange as normas constitucionais em sintonia com os tratados e convenções internacionais que o país faz parte e também das regras e disposições de proteção.

Vários documentos foram elaborados, como cartas e tratados que visam corrigir, alertar, conclamar, e encontrar formas de realizar ações que possam reverter e minimizar o quadro insustentável em que se encontra hoje o meio ambiente.

Diante desse quadro, e apesar das demonstrações de preocupação com os problemas ambientais, pode-se constatar que o governo brasileiro ainda não possui ações conjuntas em todas as esferas sociais que possam sistematizar a educação ambiental como prioridade nas demandas de políticas públicas do País. 

Vê-se que o homem é capaz de transformar a realidade, através do conhecimento, da comunicação, da educação e da interação conjunta desses três pilares sociais, e a partir daí respeitar e conviver em harmonia com o meio ambiente do qual faz parte.

Enchentes no Rio de Janeiro, 2011.
Neste contexto faz–se importante também comentar um trecho da palestra do Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Paulo Teles, ministrada na abertura do evento Semana Verde em 10 de agosto de 2009 na ALEGO, “Afinal é o pilar da sustentabilidade que irá garantir, às futuras gerações um mundo melhor do que o que recebemos, é sem dúvida, a postura verdadeira de PRUDENCIA AMBIENTAL, em nossas ações como homens públicos”.

3 Comentários:

Anônimo disse...

Realmente chegamos a um ponto crítica na história. Se não tomarmos providências muitas outras vidas serão perdidas.

João Luiz disse...

O nosso estado tem que se prevenir contra esse tipo de tragédia também. Afinal, Goiânia vira um caos quando chove. João Luiz

Anônimo disse...

Se o senhor diz NÃO as DROGAS, why their politics can't say no?

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