Erosões avançam rumo a BR
Duas voçorocas que começaram a se formar há alguns anos em pastos de fazendas dos municípios de Hidrolândia e Aparecida praticamente dobraram de tamanho com as últimas chuvas e já avançam rumo à BR-153. Uma das erosões, no quilômetro 508, tem agora mais de cem metros de comprimento e está a menos de 70 metros da via. A outra, na altura do quilômetro 516, tem 150 metros de comprimento e está a 200 metros da rodovia, dizem moradores.
A água da chuva que cai na BR é direcionada às propriedades, em ambos os casos. Com pouca vegetação natural, a água ganha força no relevo acidentado, levando com ela toda a terra que vê pela frente. O resultado é o aumento das erosões rumo à rodovia. A voçoroca do quilômetro 508 praticamente separa parte da fazenda ao meio. Segundo moradores, recentemente uma novilha caiu no buraco, mas por sorte sobreviveu.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela rodovia, afirma que a erosão do quilômetro 508, próximo ao Córrego Santo Antônio, é monitora periodicamente por técnicos do órgão. Segundo a legislação vigente, as erosões sob domínio do Dnit devem estar a uma distância de 70 metros da rodovia – 35 metros de cada lado. No caso, apenas esta voçoroca do quilômetro 508 está dentro do limite.
A do quilômetro 516, próxima a um posto de gasolina, não atingiu a metragem definida pela lesgilação, mas é acompanhada informalmente pelo Dnit. Engenheiro do órgão, Flávio Prates diz que a recuperação do aterro de ambas conteria o avanço rumo à BR-153. A medida, apenas para a erosão do quilômetro 508, está em processo de estudo e a execução da obra deve ocorrer até o fim do ano, logo após o período chuvoso. A do quilômetro 516, porém, deverá atingir a distância da rodovia prevista em lei para que se chegue a uma solução.
Fonte: O Popular / Reportagem: Ricardo César

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